terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Reclusão pode causar depressão em idosos


Manter a vitalidade e a disposição para as atividades do dia a dia é fundamental para que o idoso não se sinta isolado e deprimido.
Para aqueles que têm como agravante doenças crônicas como a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) - problema que limita hábitos rotineiros como subir escadas, tomar banho sozinho a até falar - , ter o apoio da família e acompanhamento psicológico, somado ao tratamento adequado, é imprescindível.
Causada pela inalação de substâncias químicas, principalmente as do cigarro, a DPOC se manifesta principalmente em fumantes ou ex-fumantes acima de 40 anos. como a doença leva aproximadamente 17 anos para ser diagnosticada, é entre os idosos que ela se manifesta com mais frequência, sendo muitas vezes acompanhada de comorbidades como ansiedade, distúrbios do sono e depressão.
Segundo a pesquisa Revelar, cerca de 49% dos pacientes com DPOC apresentam depressão. O estudo, o único no Brasil que mapeou o perfil dos pacientes com a doença pulmonar obstrutiva crônica, foi feito com 229 pessoas com o diagnóstico confirmado da doença em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre).
A depressão foi apontada como um dos agravantes do DPOC, o que se deve ao fato de mais da metade dos pacientes entrevistados relatarem a necessidade de ajuda de terceiros para suas atividades rotineiras.
A pesquisa ainda apontou que 90% dos entrevistados vivem reclusos, realizando atividades de lazer somente em casa raramente tendo contato com o mundo exterior.

Fonte: Jornal O Debate - Edição  2505 - Dezembro 2011

Animais de estimação e os benefícios para saúde dos idosos



Embora os benefícios de ter um animal em casa sejam evidentes na terceira idade apenas 30% possuem a companhia de um animal de estimação. A convivência aumenta as interações sociais dos idosos, que ficam menos agitados e irritáveis, e a pressão arterial melhora. Este fato deve-se à conjugação de diversos fatores, entre eles a distração, a sensação de que há alguém que depende de si e a companhia amigável que faz esquecer os problemas.

Segundo César Ades, professor do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), a companhia de um animal de estimação pode fazer diferença para os idosos em relação à qualidade de vida e aos estímulos para exercícios, que ajudam a melhorar a saúde física. “Idosos que possuem cães e gatos sofrem menos de depressão, problemas relacionados à pressão sanguínea, frequência cardíaca e capacidade motora, sendo estas questões reflexos das atividades físicas realizadas ao passear ou brincar com seu animal de estimação”, explica o especialista.

O aumento do número de animais de estimação entre os idosos promoveria maior qualidade de vida para e poderia até minimizar os impactos de saúde pública, com a redução dos índices de abandono de animais. “Um cão e um gato adulto, geralmente os tipos de animais encontrados em casas de abrigo, se adequam melhor ao perfil dos idosos”, informa o presidente da Comac. Além disso, Eles também se adaptam melhor ao novo lar e não têm os mesmos hábitos que os filhotes, sendo mais disciplinados nas brincadeiras e nos comportamentos.
 
Fonte: Clube do Pet

Idoso precisa aumentar força e potência para permanecer independente


Ao pensar em capoeira jamais irá passar pela sua cabeça um grupo de idosos numa roda praticando a atividade. Mas esse e outros tipos de exercícios físicos como corridas, musculação e esportes são muito indicados para manter a saúde e melhorar a qualidade de vida dos idosos.
Mauro Porto da Rocha, o Mestre Maurão, coordenador da Associação de Capoeira Mandinga, comenta que os maiores benefícios da capoeira para os idosos são o fortalecimento da musculatura e o alto astral, a musicalidade da capoeira que tem influência positiva na qualidade de vida dos alunos.
A professora Lilian França Wallerstein, mestre em ciências pela USP e especialista em envelhecimento e exercício físico, comenta que o idoso não é mais ou menos beneficiado pelo exercício do que o não idoso. “Os benefícios são os mesmos, o que muda é a velocidade e a intensidade das melhoras”, explica Wallerstein, que trabalha com idosos desde 2003.
Tudo depende também da atividade. Ela comenta que “o exercício é capaz de melhorar entre outras coisas, a força muscular, o funcionamento cardíaco e pulmonar, os valores da pressão arterial, os níveis de colesterol, de glicemia, a qualidade do sono, enfim, é possível melhorar e muito a qualidade de vida praticando exercícios frequentemente”.


Livro infantil estimula convivência e respeito entre crianças e idosos


Crianças costumam ser apegadas aos avós, sobretudo se eles mantêm o clássico hábito de "estragar" os netos. Um tal de chocolate para cá, um jogo de videogame fora de hora para lá e casa dos avós vira o paraíso secreto dos pequenos.
Embora esse bom relacionamento seja quase uma regra, não se deve deixar de explicar às crianças quais os direitos dos idosos. Principalmente porque há adultos que não respeitam pessoas em idades já avançadas, sejam elas membros da família ou não.
"Gente de Muitos Anos", lançamento da editora Autêntica, explica de maneira leve quais os direitos dos idosos, como é natural envelhecer, e incentiva a proximidade entre crianças e idosos.
Escrito por Marlô Carvalho e ilustrado por Suzana Armani, o livro traz ilustrações tridimensionais e imagens moldadas com massa de modelar, que compõem uma sequência de cenas didáticas e divertidas para as crianças.
Ao final, a autora mostra informações sobre o Estatuto do Idoso, que assegura pela lei os direitos dos mais velhos. O livrinho é uma oportunidade sutil para estimular o respeito das crianças em relação aos idosos e ensinar os pequenos a conviver com as diferenças.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Depressão na Terceira Idade



Tem aumentado nos últimos anos, a depressão entre indivíduos com idade acima de 50 anos.

A vida moderna exclui o idoso do convívio familiar. Não se tem tempo para eles. Homens e mulheres cada vez mais envolvidos com o trabalho e as crianças com a agenda cada vez mais cheia, não conseguem dedicar um pouco do seu tempo para um pai, uma mãe, um avó ou avô.

Existem situações piores, quando o idoso mora sozinho, via de regra com apenas uma empregada como companhia. Nas camadas mais pobres a maioria das vezes nem esta companhia têm.

Sentimentos de abandono, tristeza, sensação de inutilidade, apatia, choro fácil, desesperança, são rotina de inúmeros idosos. Isto, aliado as enfermidades próprias da idade, como males de Alzheimer e Parkinson, diabete, esclerose múltipla, além das limitações de locomoção, dificuldade de concentração, memorização, baixa auditiva e visual, tornam a vida do idoso mais limitada. É preciso um esforço grande de sua parte e um apoio da família para que todos estes problemas sejam superados e ele mantenha uma qualidade de vida satisfatória.

A prevenção desta condição ruim de vida é feita desde muitos anos antes. Uma rotina de vida ativa, intelectual e física, aliada a um boa alimentação, é fundamental.

O idoso não pode se entregar a apatia. A aposentadoria não deve ser encarada como objetivo, muito menos como condição para que se pare de produzir.

Muito antes da aposentadoria se concretizar, o indivíduo tem que procurar começar a preencher seu tempo com um curso, com uma atividade paralela prazeirosa, principalmente que envolva a mente. Quantas pessoas se formam pela 1ª vez ou mesmo pela 2ª vez aos 70 anos. É hora de fazer "aquele" curso que sempre teve vontade mas faltou o oportunidade.

Desenvolver desde jovem várias opções de lazer é importante. Quanto mais hobies tiver, maior a possibilidade de distração. Grupos de trabalho, de pesca, são sempre divertidos.

Gosto pela leitura, culinária, trabalhos manuais, artesanatos em geral, cerâmica, pintura, por exemplo, é extremamente positivo.

A pessoa não pode entregar-se à tristeza. Deve procurar uma saída e seguir em frente.

Na maioria dos estados brasileiros existem programas para idosos: centros de convivência, com orientações de geniatras, nutricionistas, recreadores, etc, favorecem o conviver saudável e afastam a depressão.

Além de tudo citado acima, outras atitudes podem ajudar:

- Exercícios físicos (caminhadas, natação, hidroginastica, etc) são recomendáveis para a saúde do corpo e liberam a endorfinas, substâncias que estimulam o bom humor.

- Medicamentos para algumas doenças próprias da idade podem causar depressão. É importante conversar com o médico sobre esta possibilidade.

- Buscar a integração e a convivência com outras pessoas. Ficar em casa sem fazer nada é extremamente prejudicial.

Apesar de todos estes cuidados, a depressão poderá se instalar. Neste caso, não fugir do problema é fundamental. O médico deve ser procurado. Depressões leves podem ser tratadas apenas com terapias, já graves exigem o uso de medicamentos. Tanto num caso como no outro, somente um médico especializados está apto a ajudar.



" Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência, da sua fé." - George Sand

Aids e a Terceira Idade





Desde o início da epidemia, nos anos 80, a Aids exige dos governos competência para levar a mensagem do sexo seguro ao grupo aparentemente mais vulnerável. Foi assim com gays, prostitutas, usuários de drogas injetáveis, jovens heterossexuais e, mais recentemente, com mulheres casadas. Agora a doença avança sobre uma parcela da população fisicamente fragilizada e de abordagem mais complexa: os idosos. O número de casos confirmados de Aids com idade acima de 50 anos cresce no Brasil como em nenhuma outra faixa etária. Entre os homens, a expansão foi de 98% na última década. Sobre a parcela feminina idosa, a epidemia avança como um rolo compressor: houve um crescimento de 567% entre 1991 e 2001. Enquanto isso, as campanhas de prevenção são estreladas por celebridades quase adolescentes.
A concepção arraigada na sociedade de que sexo é prerrogativa da juventude contribui para manter desassistida essa parcela da população. Costuma ser implacável o julgamento dos filhos diante do diagnóstico de Aids no idoso: 'Foi pegar isso nessa idade?'. Alguns profissionais de saúde também expressam uma surpresa desconcertante: 'Foi transfusão de sangue, né?'.
Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, em janeiro, sobre o comportamento sexual dos brasileiros mostrou que 67% da população entre 50 e 59 anos se diz sexualmente ativa. No grupo acima de 60 anos, o índice também é expressivo: 39%. A média de relações na parcela acima de 50 anos é de 6,3 ao mês. A responsabilidade por isso se deve, em parte, à difusão dos remédios para disfunção erétil. 'A longevidade sexual da população está aumentando e a prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis precisa ser intensificada', comenta Alexandre Grangeiro, coordenador do Programa Nacional de DST/Aids.
Do total de casos confirmados de Aids no Brasil, 6% eram verificados em pessoas acima de 50 anos em 1991. Dez anos depois (última data com dados completos disponíveis), o índice havia subido para 11%. Nos Estados Unidos, o cenário é o mesmo. Os casos de Aids na população acima de 50 anos quintuplicaram na última década. 'As autoridades tentam amenizar os fatos, mas o problema é concreto e alarmante', diz o médico Alberto de Macedo Soares, presidente da seção paulista da Sociedade Brasileira de Geriatria. 'É preciso desmistificar a idéia de que só jovem pega o HIV.'